A Mónica aqui há uns tempos teve um ataque de choro por causa da morte.
Dizia que tinha medo de nos perder, que tinha medo da morte e que não sabia como era morrer.
Como é um tema que me assusta e que desde criança que penso muito nisso, não tive grandes palavras para a confortar e apenas lhe disse que ainda éramos todos muito novos para morrer (mesmo sabendo que ela sabe que não é verdade) e que ela não tinha que se preocupar com isso.
No domingo fomos à missa.
Na igreja onde a Mónica anda a fazer a catequese, no primeiro domingo de cada mês celebra-se a Missa da Família e a missa é dedicada às crianças e é dirigida às crianças.
Pois este domingo era o dia dos fiéis defuntos e a homilia foi sobre a morte.
E foi fantástica! A forma como o padre abordou o assunto, falando para as crianças, foi muito bonita.
A Mónica esteve com muita atenção, mas não falou sobre o assunto.
Eu penso imensas vezes na morte, na maioria das vezes na minha própria morte.
Tenho medo de sofrer, tenho medo de não ver os meus filhos crescer.
Mas também tenho medo de os perder, a eles e ao pai deles.
E aos meus pais, ao meu irmão, aos meus amigos,...
Já tinha escrito um post sobre este assunto logo no início da semana, mas tinha decidido não postar...
Porquê? Porque tento falar mais de coisas boas do que de coisas más. Porque a minha ideia ao criar o blog não foi criar um "muro de lamentações", mas sim uma espécie de "álbum de recordações" e se possível de boas recordações.
Mas de vez em quando sinto necessidade de falar de coisas menos boas e hoje é o caso.
Porque hoje fui a um funeral.
Fui só à missa, porque o funeral seguia para fora de Lisboa e eu tinha que voltar ao trabalho.
Uma senhora de 94 anos, que me trouxe muito boas recordações da infância porque foi nessa altura que me dei mais com ela.
Avó de primos meus, que lhe prestaram hoje uma homenagem muito bonita.
Mas enquanto decorria a missa, os meus pensamentos lá foram outra vez para a minha pessoa...
E pensei que um dia serei eu a ocupar aquele lugar...
Um dia, alguém chorará por me perder? E como será? Serei velhinha? Terei netos? Estarei sozinha?
Eu sei que não me vale de nada pensar neste assunto, porque quando tiver que será, mas nestes dias é-me completamente impossível não pensar...
Aproveito para deixar aqui um beijinho à minha tia, aos meus primos e restante família.
Dizia que tinha medo de nos perder, que tinha medo da morte e que não sabia como era morrer.
Como é um tema que me assusta e que desde criança que penso muito nisso, não tive grandes palavras para a confortar e apenas lhe disse que ainda éramos todos muito novos para morrer (mesmo sabendo que ela sabe que não é verdade) e que ela não tinha que se preocupar com isso.
No domingo fomos à missa.
Na igreja onde a Mónica anda a fazer a catequese, no primeiro domingo de cada mês celebra-se a Missa da Família e a missa é dedicada às crianças e é dirigida às crianças.
Pois este domingo era o dia dos fiéis defuntos e a homilia foi sobre a morte.
E foi fantástica! A forma como o padre abordou o assunto, falando para as crianças, foi muito bonita.
A Mónica esteve com muita atenção, mas não falou sobre o assunto.
Eu penso imensas vezes na morte, na maioria das vezes na minha própria morte.
Tenho medo de sofrer, tenho medo de não ver os meus filhos crescer.
Mas também tenho medo de os perder, a eles e ao pai deles.
E aos meus pais, ao meu irmão, aos meus amigos,...
Já tinha escrito um post sobre este assunto logo no início da semana, mas tinha decidido não postar...
Porquê? Porque tento falar mais de coisas boas do que de coisas más. Porque a minha ideia ao criar o blog não foi criar um "muro de lamentações", mas sim uma espécie de "álbum de recordações" e se possível de boas recordações.
Mas de vez em quando sinto necessidade de falar de coisas menos boas e hoje é o caso.
Porque hoje fui a um funeral.
Fui só à missa, porque o funeral seguia para fora de Lisboa e eu tinha que voltar ao trabalho.
Uma senhora de 94 anos, que me trouxe muito boas recordações da infância porque foi nessa altura que me dei mais com ela.
Avó de primos meus, que lhe prestaram hoje uma homenagem muito bonita.
Mas enquanto decorria a missa, os meus pensamentos lá foram outra vez para a minha pessoa...
E pensei que um dia serei eu a ocupar aquele lugar...
Um dia, alguém chorará por me perder? E como será? Serei velhinha? Terei netos? Estarei sozinha?
Eu sei que não me vale de nada pensar neste assunto, porque quando tiver que será, mas nestes dias é-me completamente impossível não pensar...
Aproveito para deixar aqui um beijinho à minha tia, aos meus primos e restante família.
Sinceramente, acho melhor nao pensar nisso!!!
ResponderEliminarBj *******
Miuda, também penso muito nisso.
ResponderEliminarEm tudo...
Mas quando penso nisso fico logo deprimida que mudo logo de pensamentos.
É o melhor...
:(
Beijinhos
Sabes, há uns atempos atras, andava a matutar nisso... na minha propria morte, e só descançei quando sentei a Bruna no sofa e lhe falei do " Quando eu morrer...."
ResponderEliminarFalei de como gostaria que ela enfrentasse a vida, que olhasse pela irmã, que me chorasse as vezes que tivesse que o fazer... falei de desejos tão pessoais e intensos , expliquei-lhe os meus sonhos, dos projectos que não poderiam nunca acabar simplesmente porque eu parti...
Choramos as duas muito, abraçamo-nos, fizemos promessas...
E sabes, hoje garanto que quando morrer , seguirei o meu caminho mais descançada.
A Bruna NUNCA se esquecerá das minhas palvras, e tenho a certeza que muitas vezes lhe serviram de consolo e de estimulo.
Não acho que este assunto deva ficar escondido nos nossos pensamentos.... atras dos nossos medos.
...e dia também gostaria de escrever um post sobre este assunto...
Bjinhos Grandes e especiais
é pá não penses nisso
ResponderEliminarxÔ com esses pensamentos.
;)
Nunca pensei muito na morte, mas desde que o Diogo nasceu isso aterroriza-me um pouco. Claro que tenho medo de não o ver crescer ou da dor que ele possa sentir quando me perder... mas sabes uma coisa? Não podemos pensar nisso, temos de aproveitar todos os minutos, vivê-los bem para ficarem ótimas recordações...
ResponderEliminarBeijinhos e bom fim de semana
Um assunto muito complicado, mas que não pode ser ignorado, porque é o destino que a todos nos espera.
ResponderEliminarFizeste muito bem em falar nele, um blog não pode ser apenas um livro de coisas bonitas, porque a vida também tem coisas feias e menos agradáveis.
Eu e o Dado há tempos tivemos uma conversa muito ligeira spbre esse assunto, é difícil, mas não podemos simplesmente fazer de conta que não existe.
Temos de ter consciência que um dia vamos morrer, e felizmente não sabemos quando, por isso há que aproveitar cada dia que Deus nos permite caminhar sobre esta Terra.
Esperar que o tempo nos permita criar nossos filhos, mas mesmo qua não seja poss+ivel, partir com a sensação que fizemos tudo o que nos era possível até aquele momento.
Gostei deste teu post
Beijo para vocês
Olá Isabel, bom dia.
ResponderEliminarPeço perdão por ontem ter faltado à chamada.
Estive a ler este texto, realmente é verdade. A vida é feita de encontros e desencontros. Quando se ama, ninguém quer perder ninguém!
Teremos sim, e creio ser o mais difícil, é convencer o nosso consciente e subconsciente que existimos porque nascemos.
Temos de absorver o que de bom nos dá a vida e fazer por isso obviamente.
Hoje batemos palmas no teatro, amanhã limpamos as lágrimas pela perda e no dia seguinte alguém espera que fechem a tampa do caixão para nos levar ao cemitério.
É brutal, bem sei, mas é esta a realidade.
Por isso aproveitemos bem o tempo enquanto o relógio da vida nos vai permitindo.
Um beijo e tudo de bom para a senhora e família.
Também tenho medo da morte e agora com uma filha pior ainda, mas o melhor é não pensar nisso senão fico logo doente.
ResponderEliminarBeijinhos felizes
Nem quero falar sobre isso
ResponderEliminarbjokas e bom fim de semana
Querida Isabel,
ResponderEliminarPensar nessas coisas não nos faz bem, sabes?
Mas por mais que não queiramos, esses pensamentos assolam as nossas cabecinhas... sobretudo quando vemos morrer pessoas que nos são próximas ou pessoas conhecidas...
Eu acho que pior que morrer, é deixar alguém a sofrer por nós! Por outro lado não sei se preferia morrer primeiro, ou depois daqueles que amo. Não imagino sequer o que seria pior...
Por exemplo na 4ª feira desta semana, foi um dia em que eu só queria ir para casa e abraçar o meu filho... uma das colegas do escritório onde trabalha o Rui teve um menino na 2ª feira, e na 4ª quando chegou ao pé do menino, ele estava gelado... teve que ir lá o Inem e a policia e só daqui por 6 meses é que se vai saber o porquê deste menino ter morrido... é assim, eu nem imagino o que é que passa pela cabeça daquela mãe... nesse dia eu disse ao Rui que se fosse comigo eu iria atrás do meu filho.
Em relação à Mónica... ainda bem que o Padre fez uma missa bonita e que explicou bem esses assuntos... eu deveria ter uns 5/6 anos quando me contaram a história do fim do mundo... fiquei com tanto medo, com tantas dores de barriga e só dizia que quando o fim do mundo viesse eu iria esconder-me num gavetão e que iria esconder os meus pais noutro... e só depois da passagem do fim do mundo é que eu e os meus pais iriamos sair dos gavetões...
Coisas!
Beijo grande para ti... e obrigada pelo carinho!
Sandra e Afonso
www.bebeafonsinho.blogspot.com
É algo que eu também penso e muito.
ResponderEliminarNunca se sabe o que aí vem.
O melhor mesmo é viver a vida devagarinho um dia de cada e tentar saboreá-lo ao máximo.
Bjs